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[Crítica] Mulher-Maravilha



Oi gente! Ainda estou viva, apesar de nunca mais ter feito nossos textinhos :(. Me prenderam numa caverna chamada “terceiro ano do ensino médio”.

 

Hoje é dia de Mulher-Maravilha! E, fazendo jus ao nome, nós temos uma maravilhosa reintrodução dessa heroína nos cinemas, que já tinha feito uma participação em Batman vs Superman.

Mulher-Maravilha é um filme de ação e fantasia, lançado dia 1 de junho de 2017, dirigido por Patty Jenkins e estrelado por Gal Gadot. A história começa quando Diana, a princesa das amazonas que vivem na ilha de Temiscira, se encontra pela primeira vez com um homem, que conta a ela sobre uma guerra horrível (a Primeira Guerra Mundial) que está acontecendo por todo o mundo. Diana então se vê na obrigação de deixar sua ilha para combater Ares, o deus da guerra, que é quem ela acredita estar causando o conflito. O enredo do filme é simples e bem desenvolvido, e tendo sido planejado e aguardado por mais de 70 anos era de se esperar que ele reproduzisse a história da Mulher-Maravilha de maneira bem fiel aos quadrinhos. O filme possui a dose certa de humor, as cenas de ação são bem distribuídas e bem-feitas, e a atuação de Gal - que na época do anúncio de sua contratação foi muito criticada - evidenciou a personalidade da personagem de maneira incrível, tudo contribuindo para a leveza e a fluidez do filme. Também pudemos ver todas as armas da MM em ação: ela faz uso perfeito do conjunto espada-escudo-laço, além dos braceletes que tiveram papel fundamental no filme.

 

 

Apesar da classificação de 12 anos ter sugerido para alguns fãs uma ideia de infantilidade, Mulher-Maravilha é um filme com uma mensagem bastante clara. A produção do filme se preocupou em não hipersexualizar ou masculinizar a personagem, fato mostrado desde o figurino até as falas. Quebra-se o estereótipo de que para ser uma heroína ou personagem “badass” deve-se necessariamente ser masculinizada, extremamente musculosa e insensível, ou utilizar-se da sexualidade feminina para alcançar os seus objetivos. Também não está presente aquela ideia de que a maioria da audiência é masculina por ser um filme de super-herói, e, portanto, deve haver figurinos apelativos, cenas completamente desnecessárias ou enquadramentos estranhos que colocam em foco o corpo da personagem. Pelo contrário, o filme claramente não foi idealizado pensando em agradar ao público masculino, como por muitas décadas foi feita a indústria dos quadrinhos. Logo, temos a mensagem de empoderamento e o reforço da Mulher-Maravilha como símbolo de igualdade.

 

Já sobre as cenas de ação, estas podem ser consideradas como um dos pontos altos do filme. Mesmo utilizando de efeitos como slow-motion, não foram clichês. Todas as cenas são focadas na Mulher-Maravilha e demonstram todo seu potencial, não só mostrando sua força, mas também a destreza, flexibilidade e disciplina únicos das amazonas. Outro ponto interessante é o modo como Patty Jenkins se preocupa em criar um estilo único de luta para as amazonas, demonstrado nas acrobacias com os cavalos e no manejo do arco, que rendem alguns momentos incríveis durante as batalhas. A própria Jenkins afirmou isso em entrevista à Entertainment Weekly:
“Ela não esmurra as pessoas na cara, isso não é o jeito mais eficiente de impedir que algo aconteça. Além disso, ela também não é intimidadora, pressionando alguém contra a parede para obter informações. Ela não é esse tipo de pessoa. E não era o meu sonho, nem minha fantasia torná-la assim. Não quero transformá-la em um homem que luta, mas quero preservar sua integridade e graça enquanto ela luta”.
 

 

Quanto ao papel do filme no universo DC dos cinemas, ele só vai ser responsável por construir a MM mesmo, para que ela já tenha uma história sólida quando chegar em Liga da Justiça. Também contribui com algumas cenas que se passam no presente, mostrando a troca de e-mails dela com Bruce Wayne, porém essas cenas já são mostradas em Batman vs Superman. O filme funciona muito melhor como enredo isolado do que peça base para outros filmes.
Como todo filme, ainda temos alguns pontos negativos: os vilões não são exatamente assustadores ou odiáveis como deveriam ser, somado ao fato de que eles são ligeiramente previsíveis. Porém, levando em conta que o filme é sobre a construção da personagem e de seu desenvolvimento como heroína, isso pode ser relevado.

 

Mulher-Maravilha veio para confirmar algo que todo mundo já estava presenciando: as meninas e mulheres consolidaram a sua passagem de apenas consumidoras para a de produtoras da sua própria cultura. A MM ainda vai aparecer este ano em Liga da Justiça, mas eu quero mesmo saber quando sai Mulher-Maravilha 2.
Sou a última pessoa que deveria avaliar esse filme, só posso mesmo recomendar (ASSISTAM!), mas para mim ele vale 4 estrelas (só não dei 5 por causa do problema com os vilões, mas enfim).

 

That’ all folks!

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