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[Crítica] Punho de Ferro – 1ª temporada

Oi gente! Essa semana tivemos a estreia da esperada primeira temporada de Punho de Ferro, a mais nova série da Marvel junto com a Netflix. Havia uma expectativa muito grande em cima da série, principalmente por causa do sucesso e da qualidade das suas antecessoras: Demolidor, Jessica Jones e Luke Cage. Porém, essas expectativas não foram atendidas e a avaliação da crítica e dos fãs foi muito baixa. Mas, como esperançosa irrecuperável que sou, ainda acho que as próximas temporadas vão ser melhores, pois a Netflix tem o histórico de aprender com seus erros.





Punho de Ferro é uma série da Netflix baseada nos quadrinhos de mesmo nome da Marvel, criada por Scott Buck e estrelada por Finn Jones, lançado dia 17 de março de 2017. A história é bastante fiel aos quadrinhos: O herdeiro das indústrias bilionárias Rand, Daniel Rand, volta para Nova York depois de 15 anos desaparecido e presumivelmente morto. Aos 10 anos, Danny viaja para o Himalaia com os pais e sofre uma queda de avião, quando o fundador das empresas Rand, Wendell, e sua esposa Heather morrem, mas Danny fica vivo e é resgatado por monges budistas. Quando ele volta para Wall Street, encontra a empresa do pai sendo administrada pelos filhos do sócio de Wendell, Joy e Ward Meachum, que se recusam a acreditar na sua identidade. A partir daí começa a luta de Daniel para receber o que é seu por direito, além de iniciar sua jornada para se tornar o punho de ferro.

A série em si tem tudo para ser muito boa, e sinceramente eu espero que essa primeira temporada tenha sido apenas a introdução do personagem, e que ele seja desenvolvido ao logo das próximas temporadas e na série derivada Defensores. Então, começando com os pontos bons, podemos citar o complemento de algumas informações que ficaram soltas nas outras séries, como o Tentáculo, que é (provavelmente) a organização inimiga do Punho de Ferro, e é citada várias vezes em Demolidor, sem nunca ser efetivamente mostrada na série. Os personagens coadjuvantes também são exemplares, como Colleen Wing, uma lutadora de artes marciais que ajuda Danny em alguns momentos durante a série, e que possivelmente seguirá o rumo que tomou nos quadrinhos e fará parceria com Misty Knight, formando as Filhas do Dragão e os Meachum, que assumem um papel de “segunda família” para Danny, e isso gera alguns momentos interessantes. Além disso, a série traz o misticismo que estava faltando para o futuro grupo dos defensores, ainda que de maneira bem crua como era de se esperar logo nesse início. Alguns dos clássicos easter-eggs também estavam presentes, como uma alusão à Game of Thrones na frase “Ward Meachum manda suas lembranças”, e no topo de uma revista em que Danny é a capa, podemos claramente ler a frase “As Indústrias Stark são demasiado grandes para falharem?”, o que alguns já acreditam ser uma previsão para próximas histórias da Marvel.




Apesar disso, os pontos ruins ainda conseguem chamar mais atenção. Desde a coreografia das lutas até a escolha do ator do personagem principal: tudo foi motivo de crítica. Para começar, muito fãs criticaram a escolha de Finn Jones para o papel de Danny Rand, pois segundo estes o Punho de Ferro deveria ser asiático. Na verdade, esse argumento não faz muito sentido, já que Danny é americano e filho de pais americanos (:P). Outro problema é a aparente falta de foco do nosso Punho de Ferro, que se vê perdido entre suas responsabilidades contra o Tentáculo, seu trabalho na Rand e suas relações com os Meachum, o que eu acho compreensível, considerando que ele acabou de passar 15 anos no Himalaia e não faz ideia de como quase nada funciona. Falando nisso, eu estava esperando alguns diálogos em que ele comenta as mudanças que ocorreram enquanto ele esteve fora – em 15 anos a tecnologia avança muito – e talvez alguns diálogos divertidos sobre smartphones ou óculos de realidade virtual, enquanto na verdade ele nem parece atordoado pelos telefones e computadores de última geração que aparecem o tempo todo nas empresas Rand. Outra coisa que me incomodou muito foi a ingenuidade de Danny, e a facilidade com que ele pode ser manipulado por quase todo mundo, além de que a maioria das coisas que ele fala ou faz é descreditado pelos personagens ao seu redor, e ele é frequentemente tratado como uma criança mimada, até porque ele se comporta como uma quando não está por aí chutando e esmurrando capangas que regularmente são enviados para matá-lo.



Como citei lá em cima, realmente teria sido melhor que Punho de Ferro tivesse sido lançado antes de seus companheiros Defensores, pois aí o crescimento da qualidade seria constante, e não essa queda brusca que vivenciamos de Demolidor até agora. Porém, mesmo com todos os defeitos, a série ainda é essencial para o enredo das outras e principalmente para Defensores, quando eu espero que encontraremos um Danny Rand mais focado e conectado com seus poderes místicos. Por enquanto, realmente só vale 3 estrelas. Sendo otimista. 

1 comentários:

  1. Eu to gostando, mas eu nao esperava muito da série, então esta dentro das expectativas...

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